23.09.2009
ArcelorMittal vê China mais forte e EUA e Europa m
A ArcelorMittal prevê melhoras no crescimento da demanda na China este ano, mas os mercados dos Estados Unidos e da Europa devem continuar sofrendo com a crise em 2010. "Os mercados não devem se normalizar na Europa e nos Estados Unidos em 2010", afirmou o presidente-executivo da companhia, Lakshmi Mittal, em apresentação a investidores nesta quarta-feira. Mas, se nos EUA e na Europa as previsões não são animadoras, até o fim do ano, a capacidade da empresa na América do Sul deve se aproximar de 100%, na medida em que a produção na região comece a se normalizar.

Destaque para o Brasil que receberá da companhia mais investimentos de expansão. A Arcelor já retomou seu plano de ampliar a capacidade de produção de fio-máquina na unidade brasileira de João Monlevade (MG), de 1,2 milhão de toneladas ao ano para 2,4 milhões de toneladas ao ano. Segundo Gonzalo Urquijo, membro do conselho de diretores da Arcelor, a indústria de aço da América do Sul está levemente mais lenta em relação ao restante da região, mas se recuperando rapidamente. Por isso, a companhia está reiniciando seus planos de investimento na América do Sul.

A companhia também está avaliando planos para expandir a produção de cortes na unidade de Cariacica (ES), de 600 mil toneladas ao ano para 800 mil toneladas ao ano, e a de barras de aço na unidade de Juiz de Fora (MG), de 1 milhão de toneladas ao ano para 2,2 milhões de toneladas ao ano.

Em encontro com investidores, nesta quarta-feira, realizado simultaneamente em Londres e Nova York, Lakshmi Mittal, deixou claro que espera que a demanda por aço cresça a um ritmo de 3% a 5% depois da crise financeira. Já Aditya Mittal, diretor financeiro, disse que a companhia está preparada para reavaliar oportunidades de fusões e aquisições. A Arcelor também deve anunciar novas metas para o balanço financeiro, com a intenção de manter seus ratings (classificações de risco) de crédito em meio às atuais condições do mercado.

Mundo

A Arcelor projetou que as regiões emergentes e a China representarão quase 80% do mercado global em 2009. "A demanda doméstica na China deve crescer mais de 15% este ano", afirmou Mittal em apresentação publicada no site da companhia. Para 2010, a expectativa é de resfriamento na expansão. A expectativa anterior da Mittal era de crescimento de 10%. A demanda mundial por aço, que caiu quase dois por cento em 2008, segundo a Associação Mundial de Aço, deve recuar de novo este ano.

A Mittal também revisou a expectativa da demanda global , que era de 15% a 20% menor e passou para uma alta de 3% a %%, puxada pelos mercados emergentes. Segundo analista, o pacote de estímulo econômico e construção de infra-estrutura na China é o que está segurando o mercado de aço.

A produção chinesa de aço saltou 22 % em agosto em relação ao mesmo período do ano passado, para o recorde de 52,3 milhões de toneladas. O volume marcou o quinto mês consecutivo de crescimento na produção siderúrgica da China.



Fonte: Monitor Mercantil
Seção: Siderurgia
Publicação: 17/09/2009
 
 
 

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